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Casal que xingou e agrediu comissária de voo é condenado a pagar R$ 12 mil em SC

Réu teria apertado o braço da funcionária

Por Rádio Progresso
Postado em 24 de janeiro de 2023 às 19:50.55


Cada um terá que pagar R$ 6 mil para a mulher (Foto: Diorgenes Pandini)


Uma comissária de voo será indenizada em R$ 12 mil por danos morais depois de ser agredida verbalmente por um casal de passageiros durante voo em rota internacional. A decisão é do juiz Uziel Nunes de Oliveira, em atividade na 2ª Vara Cível da comarca de Joinville.

Os réus viajavam com destino a Paris, na França, e iniciaram uma confusão ao saber que, no momento do embarque, não seriam acomodados lado a lado, junto com o berço do bebê. A comissário teria tentado solucionar o problema, mas os passageiros não haviam adquirido passagens numeradas sequencialmente e os assentos pretendidos já estavam ocupados por outras pessoas. 

Mesmo assim, a mulher disse que não queria ficar sozinha com o bebê. Como as portas do avião já estavam fechadas, foi solicitado aos passageiros que sentassem e, após a decolagem, tentariam uma troca. O réu, porém, passou a intimidar os comissários e cobrar uma solução imediata.

Conforme o relato de um dos funcionários, o homem bloqueou o corredor e começou a gritar que queria descer da aeronave. Mesmo com o pedido para que diminuísse o tom da voz, ele continuou a reclamar e gerar pânico aos outros passageiros e à tripulação. 

O comissário ressalta ainda que o réu passou a xingar a funcionária e apertou o braço dela. A situação só foi contornada quando outro casal aceitou fazer a troca.

No julgamento, os réus reforçaram que foram acomodados em poltronas separadas, o que causou descontentamento. Eles ainda citaram que a família foi acomodada junta e que não desrespeitaram outras pessoas. 

Após análise das provas, o juiz acatou pelo pedido de indenização. “À luz desses parâmetros, no presente caso, julgo parcialmente procedente a ação para condenar cada um dos réus ao pagamento de R$ 6 mil a título de danos morais à autora”, definiu. 

Cabe recurso da decisão ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

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Fonte: NSC TOTAL