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Produtores de soja de Belmonte falam sobre a rentabilidade na safra 2020/2021 e o bom preço do produto

A perda de sua variedade cultivada ficou em aproximadamente em 20%.

Por Rádio Progresso
Postado em 06 de abril de 2021 às 11:15.00
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Ouça na íntegra a entrevista com Gilnei Anholeto e Lauderi Pancotte.

Foto: Ricardo Orso | Rádio Progresso

A colheita de soja 2020/21 no Brasil atingiu nesta semana 59,37% da área plantada, voltando a ganhar ritmo em meio a condições climáticas favoráveis para o avanço dos trabalhos, disse na última sexta-feira (2) a consultoria Pátria AgroNegócios.

Segundo nota da empresa, o avanço de 13,5 pontos percentuais verificado em relação à semana anterior é um dos "mais agressivos na história do país", cuja safra deste ano foi afetada pelo clima em alguns momentos.

No período de plantio, a soja sofreu com a seca em importantes áreas produtoras, o que atrasou os trabalhos e encurtou a janela para as segundas safras. Já a colheita se tornou mais lenta pelas chuvas excessivas.

Foto: Ricardo Orso | Rádio Progresso

Segundo o produtor rural Gilnei Anholeto estima colher cerca de 70 sacas da cultura em cada um de seus 42 hectares. Ele salienta que o investimento é viável, já que o custo para a produção da soja é consideravelmente menor que o de outras culturas. No entanto, a soja foi mais uma cultura vítima da estiagem, segundo Gilnei, a perda de sua variedade cultivada ficou em aproximadamente em 20%.

Lauderi Pancotte também é proprietário destas terras, e salienta que a plantação foi adiada até o início de dezembro do ano passado, dadas as péssimas condições climáticas. O produtor também diz que após o plantio (direto), faz-se a limpeza da lavoura, com cuidado na aplicação de glifosato devido à resistência de algumas ervas daninhas. Ele disse que realiza-se cerca de 3 à 4 tratamentos na lavoura.

Segundo Lauderi, uma empresa pagará um bônus por parte da soja comercializada, o restante será para a venda. "A compra de insumos já foi realizada em um período anterior, justamente para evitar os altos preços que agora estão em vigor no mercado. O desenvolvimento do contrato é interessante e seguro, quando realizado de maneira correta".

Gilnei por sua vez, ressalta que no próximo ano, o plantio será de milho, e anteriormente, era de aveia. Anholeto ressalta que muitas sementes na terra irão germinar e realizar uma adubação sem custos. Ele finaliza dizendo que o processo deve iniciar nos próximos dias com o auxílio da chuva.

Foto: Ricardo Orso | Rádio Progresso

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Fonte: Rádio Progresso