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"Só se colocarmos o Exército na rua", diz secretário de Saúde de SC sobre dificuldade de cumprir restrições

André Motta não mencionou a possibilidade de novas medidas de combate à Covid e reforçou a responsabilidade da população.

Por Rádio Progresso
Postado em 05 de março de 2021 às 14:15.00

Foto: Divulgação

No mesmo dia em que Santa Catarina confirmou a circulação da nova variante do coronavírus no Estado, o secretário da Saúde, André Motta Ribeiro, voltou a defender as atuais restrições de enfrentamento à doença.

Em entrevista ao NSC Notícias, o representante da pasta não mencionou a possibilidade de novas medidas e salientou que a responsabilidade pelo controle da propagação também deve ser assumida pela população:

- Nós fizemos o processo de restrições nos fins de semana, mas tenho a impressão de que em alguns ambientes só se colocarmos o Exército na rua [para cumprir as medidas]. As pessoas precisam colaborar.

Motta também reforçou que o Estado está "chegando" ao esgotamento dos leitos públicos de UTI, o que deixa os hospitais sem condições de manter todos os pacientes infectados assistidos, e admitiu que não esperava vivenciar o cenário de caos de SC.

- É uma situação complicada que não imaginávamos que chegaria, mas chegamos. Sempre tivemos entendimento da gravidade e esse momento é muito mais grave - disse.

Pela manhã, à Globonews, André Motta chegou a dizer que Santa Catarina era referência no enfrentamento à pandemia e negou que mortes de pacientes com Covid tenham ocorrido por consequência da falta de leitos de UTI:

- As pessoas estão morrendo porque essa doença é uma doença grave, inclusive pacientes em UTI também estão perdendo a vida e isso é lamentável e triste. O estado de Santa Catarina é considerado muito bem organizado, tanto na oferta de leitos UTI Covid, quanto no atendimento PH fixo, no atendimento pré-hospitalar. Os nossos hospitais solicitantes da rede, tanto UPAs quanto hospitais menores têm equipes e têm equipamentos para dar atendimento para as pessoas - disse, contrastando com os relatos que chegam de dentro das unidades de saúde, como no comunicado público do Hospital Regional São Paulo, de Xanxerê.

Fotos:
Fonte: DC