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Descanso encerra ano de 2020 com 261 focos do mosquito da dengue

Dos 103 municípios considerados infestados, 68 são das regiões Meio-Oeste, Oeste e Extremo-Oeste catarinense.

Por Rádio Progresso
Postado em 13 de janeiro de 2021 às 13:45.00
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Ouça na íntegra a entrevista com Edilene Lorenski.

Foto: Arquivo | Rádio Progresso

O último boletim divulgado pela Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina) referente a situação de cidades infestadas pelo mosquito Aedes aegypti é preocupante. Dos 103 municípios considerados infestados, 68 são das regiões Meio-Oeste, Oeste e Extremo-Oeste catarinense.

Os dados foram coletados no período de 29 de dezembro a 2 de janeiro. Em comparação ao ano anterior, houve um aumento de 6,2% de municípios infestados pelo mosquito, que registrou 97 cidades nessa condição.

Santa Catarina possui 11 municípios considerados em situação de epidemia. A cidade de Chapecó, segundo a Dive/SC, contabiliza 142 casos autóctones, ou seja, pessoas que contraíram dengue no próprio município. São Miguel do Oeste também está na lista com 138 pessoas, seguido de Maravilha com 123.

Coordenadora da vigilância epidemiológica de Descanso, Edilene Lorenski. (Foto: Arquivo | Rádio Progresso)

Segundo a coordenadora da vigilância epidemiológica de Descanso, Edilene Lorenski, o ano de 2020 foi encerrado com 261 focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika virus Aedes Aegypti. 9 pessoas demonstraram sintomas da dengue, das quais 2 positivaram para a doença, outras 4 pessoas demonstraram sinais de chikungunya, mas o resultado foi negativo para todos. A maioria dos focos foram encontrados em caixas d’agua e bebedouros de animais.

Por meio do setor de vigilância sanitária, notificações foram emitidas aos devidos proprietários responsáveis pelo surgimento dos focos, onde muitos foram multados. O material contaminado era então recolhido e encaminhado para análise.

Edilene reforça as orientações para evitar a proliferação do mosquito, a principal delas, manter caixas d’agua vedadas, as telas para proteção inclusive, são fornecidas pela vigilância sanitária do município. Calhas de água limpas e niveladas, higienização correta dos bebedouros de animais. Ou qualquer outro recipiente que possa acumular água.

O mosquito já habita em território descansense há 5 anos. E mesmo que controlada, uma epidemia nova pode surgir ao viajar ou receber parentes de localidades onde a doença está se alastrando. Por isso, é importante que se faça o uso do repelente, os sintomas mais comuns são dor de cabeça forte e febre alta com muita dor no corpo. Em qualquer caso, procure um médico.

O número de casos de coronavírus aumentou consideravelmente, o que não foi uma surpresa devido às festas de finais de ano. O município de Descanso já computa 4 óbitos pela doença, o que caracteriza um alerta para continuar com as medidas protetivas pelo menos até a promoção de uma vacina eficaz.

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Fonte: Rádio Progresso