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Agricultor de Belmonte relata as dificuldades atuais na agricultura

A propriedade da família Piton, está localizada na comunidade de Linha Bela União.

Por Rádio Progresso
Postado em 30 de novembro de 2020 às 10:30.00
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Ouça na íntegra a entrevista com o agricultor e engenheiro agrônomo, André Piton.

Foto: Divulgação

A deficiência hídrica que está assolando nossa região desde junho de 2019, com mais de 1.000 l/água/m² que foram “perdidos” no Extremo-Oeste, e isso está refletido na demanda de recursos hídricos para as propriedades.

Existe previsão de chuvas, mas de baixa precipitação e insuficientes para satisfazer as necessidades. A região Oeste Catarinense é amplamente forte no ramo das culturas de milho, soja e também na pecuária, atividade que também exige grande quantidade de água.

Períodos de seca alarmantes como esse, não são comuns nesta região, em muitos anos até ocorre o excesso de chuva que não é aproveitado, diante disso, é importante que o agricultor olhe para a armazenagem de água como investimento duradouro e promissor.

Foto: Ricardo Orso | Rádio Progresso

O agricultor belmotense e engenheiro agrônomo, André Piton, 32 anos explica que a expectativa de uma ótima safra e agregado a isso, um bom valor de mercado, a safra de 2020/2021 ficou frustrada com a estiagem.

A propriedade está localizada na comunidade Linha Bela União, e o objetivo da família é realizar 2 safras na mesma área, eles trabalham com 72 ha de lavoura, no inverno, no lugar da soja, planta-se aveia, que também foi prejudicada, produzindo menos que a metade do esperado.

Segundo ele, na outra parte da área, é plantado milho safra, em agosto, para posterior colheita e plantio de soja safrinha, mas os dias atuais não estão facilitando. Piton disse que foi investido cerca de R$ 4 mil/ha, desde o início, com grande déficit hídrico.

É estimado que o milho para grão tenha perdas quase que totais. Segundo ele, o que tenta ser salvo agora, é o milho para a silagem, beneficiando o produtor de gado leiteiro. A ideia também é uma nova alternativa para evitar perdas na produção.

As expectativas para o próximo ano precisam ser administradas com cautela, preocupando-se primeiramente com o fechamento das contas de 2020. O preço dos insumos aumentou consideravelmente, o que força a família de André a buscar por negociações com o governo, visando a obtenção de linhas de crédito para poder dar sequência ao plantio no ano seguinte.

Fora isso, a família estava firmando contratos com algumas empresas, os quais não conseguiram cumprir, ele espera que a renegociação aconteça de forma amistosa e compreensível.

Eles também possuem o seguro do PROAGRO, que inclusive, já vistoriou as lavouras. O agricultor espera por uma resposta. É importante lembrar que a soja precisa ser plantada para que o PROAGRO possa ser acionado.

Foto: Divulgação

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Fonte: Rádio Progresso