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Brasil exporta 42% menos soja à China em janeiro; carne bate recorde

Negociações ao exterior renderam US$ 5,8 bilhões no mês, queda de 9,4% na comparação com o mesmo período de 2019.

Por Rádio Progresso
Postado em 13 de fevereiro de 2020 às 15:05.00

As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram US$ 5,8 bilhões em janeiro, recuo de 9,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura nesta quarta-feira (12).

O resultado negativo foi puxado pela soja, principal produto de exportação do país, que viu suas vendas caírem para China em 42% no período.

As negociações de soja foram afetadas por uma colheita atrasada em relação ao ano passado, além de menores compras da China, principal importador global e do produto brasileiro.

Isso aconteceu porque em janeiro de 2019 o Brasil ainda foi bastante beneficiado pela guerra comercial sino-americana. Já em 2020 os EUA assinaram o acordo comercial fase 1 com a China, o que animou as relações comerciais entre os dois países, conforme reportou a Reuters em janeiro.

"A queda nos preços dos produtos do agronegócio exportados pelo Brasil, de 7,4%, foi a razão preponderante para a redução das vendas externas em janeiro...", de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do ministério, que elaborou levantamento.,

Carnes

As carnes foram responsáveis por 23,2% do total exportado e atingiram US$ 1,35 bilhão (30,9%). A carne bovina foi a principal carne exportada, com US$ 631,5 milhões (+38,1%). Tanto o valor exportado como o volume, 135,3 mil toneladas, foram recordes para os meses de janeiro.

A carne suína também foi destaque com aumento de 79,9% no valor exportado (US$ 163,30 milhões) com 67,7 mil toneladas (42%). Já a carne de frango somou US$ 522,0 milhões, alta de 17%.

As vendas externas de carnes (bovina, suína e de frango), açúcar e algodão, no primeiro mês do ano, ajudaram a compensar, em parte, a queda nos produtos do complexo soja – grãos, farelo e óleo (-31%) e dos produtos florestais – celulose, papel e madeira (-33,8%), disse o ministério.

Fotos:
Fonte: G1