09/08/2019 08:19

TSE rejeita ação da coligação de Bolsonaro contra Haddad por abuso de poder político em 2018 Por unanimidade, tribunal entendeu que atos apontados pela campanha de Bolsonaro não configuraram irregularidades eleitorais. Além de Haddad, outras cinco pessoas eram alvo da ação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou por unanimidade nesta quinta-feira (8) uma ação da campanha do então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad, candidato do PT.

A coligação de Bolsonaro alegava que houve abuso de poder político e econômico por parte do adversário e outras cinco pessoas ligadas à campanha de Haddad, entre elas Manuela D'Ávila, vice na chapa, e Ricardo Vieira Coutinho, então governador da Paraíba.

De acordo com a coligação de Bolsonaro, Coutinho teria se utilizado da estrutura administrativa do estado da Paraíba para angariar apoio a Haddad.

O relator do caso no TSE, ministro Jorge Mussi, rejeitou os argumentos e foi seguido pelos colegas. O Ministério Público Eleitoral já havia se manifestado pelo arquivamento da ação.

Um dos indícios apontados pela campanha de Bolsonaro foi que Coutinho teria gravado um vídeo em imóvel público, durante expediente dos funcionários, coagindo professores de escolas públicas a votar em Haddad.

Mussi afirmou que a gravação do vídeo não permite concluir que a reunião foi realizada em imóvel da administração pública, com servidores em horário de trabalho.

Outro argumento da campanha de Bolsonaro, de que um jornal do governo da Paraíba publicou conteúdo falso contra Bolsonaro, também foi rejeitado.

“O conteúdo das reportagens impugnadas não revela a nítida intenção de denegrir a imagem do candidato Jair Bolsonaro. Também não podem ser considerados difamatórios, tampouco inverídicos, estando nos limites estritos da liberdade de imprensa”, afirmou o relator.

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Fonte: G1

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