02/08/2019 14:30

Correios são 'vaca indo para o brejo', diz estudo do Ministério da Economia sobre privatização

Os argumentos para a privatização dos Correios já estão fundamentados em estudos do Ministério da Economia aos quais o blog teve acesso e que serão divulgados quando for formalmente anunciada a venda. Corrupção, ineficiência, rombos bilionários, greves constantes, perda de mercado para concorrentes privados são alguns dos itens que apontam para a necessidade de venda da estatal.

Na quinta-feira (1º), o ministro Paulo Guedes disse que, depois da venda do controle da BR Distribuidora, os Correios seriam a primeira empresa estatal a ser privatizada.

O estudo lista 8 razões para a privatização dos Correios:

Histórico de interferência política e corrupção

O brasileiro paga o pato: rombo de mais de R$11 bilhões no Postalis, o fundo de pensão dos funcionários

O brasileiro paga o pato: postal Saúde com passivo atuarial de R$ 3,9 bilhões

Sindicalização e ineficiência: greves constantes e má avaliação dos serviços pelos usuários

Barreira logística para o pequeno empresário;

É agora ou nunca: o ativo se tornará um passivo invendável

Vaca indo para o brejo: mesmo com imunidade tributária de R$1,6 bi ao ano, não paga dividendos ao Tesouro desde 2014

Risco fiscal: R$21 bilhões adicionais no teto de gastos.

O estudo mostra ainda que os Correios estão perdendo mercado rapidamente no segmento de e-commerce, representado pela entrega de bens vendidos pela internet.

Os dados, na visão do Ministério da Economia, sustentam o argumento de que os Correios são uma empresa que está perdendo espaço no mercado, acumulando prejuízos, o que a tornaria, no decorrer dos próximos anos, em "um passivo invendável".

Em junho o então presidente dos Correios, Juarez Cunha, foi demitido pelo presidente Jair Bolsonaro após se posicionar contra a privatização da estatal. Bolsonaro disse que Cunha agiu como "sindicalista". Para o lugar de Cunha, Bolsonaro nomeou o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Floriano Peixoto Neto.

 

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Fonte: G1

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