09/07/2019 08:56 (atualizado em 09/07/2019 09:00)

Profissional da saúde chama atenção para acidentes com picadas de cobras Morador de Descanso picado por cobra recebeu diversas ampolas do soro antibotrópico para combater efeitos do veneno

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Profissional da saúde chama atenção para acidentes com picadas de cobras

Em 2018, a Regional de Saúde de São Miguel do Oeste que abrange 22 municípios do extremo oeste, registrou 17 casos de picadas de cobra na região. O município de Descanso já apresenta três neste ano.

Na última semana, o produtor rural Eduardo Rigoni de 24 anos da Linha São Valentin interior do município, estava realizando seus trabalhos rotineiros na propriedade, quando foi surpreendido pela picada de uma cobra jararaca em um dos dedos da mão esquerda.

Conforme ele, o tempo do acidente com o animal peçonhento ao hospital foi menos de 1 hora, o suficiente para sentir metade do corpo formigado pelo veneno.

Ampola do soro antibotrópico (Foto: Daniela Scarioto/Rádio Progresso)

“Após ela me picar eu capturei a cobra e vim para o hospital, começou a formigar o dedo, os outros, a mão, o braço, o rosto, a bochecha, a língua, o outro braço e quando cheguei no hospital as pernas também já estavam formigando e eu quase não conseguia mais caminhar, além de sentir muita dor.” Explicou Eduardo.

Após sua chegada ao hospital Fundação Médica de Descanso, Eduardo recebeu 6 ampolas do soro antibotrópico e permaneceu no hospital em observação por 48hs.

De acordo com o biólogo e técnico em laboratório de entomologia Márcio Pereira da Regional de Saúde de São Miguel do Oeste, são raras as picadas de animais peçonhentos nesse período do ano, mas devido aos dias de calor atípico como os que tiveram no final do mês de junho, os acidentes podem ocorrer.

Ao ser picado por uma cobra, conforme Márcio, a orientação é levar o animal que picou junto à unidade de saúde, pois dessa forma se identifica a espécie, para aplicar o soro adequado ao paciente.

O tratamento do soro antibotrópico é específico para picadas de jararaca, jararacuçu e urutus, o soro anticrotálico para cascavel e o elapídico para a coral. Além disso, a agilidade com que o paciente se dirige a unidade de saúde é essencial para o tratamento bem sucedido.

Biólogo e técnico em laboratório de entomologia Márcio Pereira da Regional de Saúde de São Miguel do Oeste (Foto: Daniela Scarioto/Rádio Progresso)

O biólogo ainda lembra que não se deve usar o soro específico pessoa, o torniquete e nem realizar a sucção do veneno no local da picada.

“O uso de torniquete não é recomendado, pois ao fazer o membro pode ser agravado, em casos mais graves pode até ocorrer  sua amputação. O recomendado é lavar o local com água e sabão, deixar o membro elevado e buscar atendimento médico com urgência para realizar o tratamento adequado.” Destacou o biólogo.

Ao realizar trabalhos com o entulho a orientação deixada por Márcio, é usar botas de cano longo e principalmente verificar com antecedência o local de trabalho.

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Fonte: Rádio Progresso

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