12/04/2018 14:11

Casal de agricultores do Oeste catarinense organiza finanças para permanecer no campo Confira como a educação financeira melhorou a vida de uma família de agricultores.

Casal investe para permanecer no campo, em Chapecó (Foto: Luciano Marchesini/Arquivo Pessoal)

Para o casal Luciano Marchesini, 29 anos, e Giseli Putton, 24, o aprendizado de técnicas para organizar e controlar as finanças significou, além de mais tranquilidade na vida pessoal, uma melhoria nas atividades que os dois desenvolvem nas terras localizadas na Linha Pedro Paulo, região que faz parte do Distrito de Alto da Serra, situado a 24km de distância da cidade de Chapecó, na região Oeste de Santa Catarina.

Pais da pequena Helloysa Marchesini, de um ano e sete meses, eles têm planos profissionais definidos e não pensam em trocar a atividade rural por uma vida na área urbana de uma cidade em busca de prosperidade econômica. Os dois são a prova de que, com informação e dedicação, é possível conquistar a inteligência financeira, seja na cidade ou no campo.

A família trabalha com criação de gado leiteiro e produção de fumo. Giseli conta que, no início, não havia condições para aquisição de máquinas para realizar a parte mais pesada do trabalho.

"Era mais braçal mesmo. O Luciano e a família dele tinham seus pedaços de terra, eram muito unidos no trabalho. Um ajudava o outro", conta ela.

Dispostos a mudar a situação e não apenas seguir um caminho determinado, sem oportunidades de investimento e expansão dos negócios, decidiram participar de um curso sobre empreendedorismo rural oferecido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), órgão do governo do Estado.

Nas aulas, receberam orientações sobre finanças e aprenderam a utilizar uma planilha de custos em que lançam todas as despesas e receitas do mês. O valor obtido com a produção de leite é dividido para pagar as despesas das vacas e as despesas da família.

Já o que entra a partir do fumo produzido é direcionado para despesas como empréstimos e financiamentos feitos para obter a terra onde moram e trabalham e também para pagar as máquinas - eles têm trator, carreta e ensiladeira.

Giseli explica que, embora não seja o principal, o dinheiro é algo que possibilita novos saltos para ela e para a família. Mas que pode ser motivo de preocupação quando não se tem o conhecimento necessário para entender que não se trata de um “problema”. Ao contrário.

"Acredito que o dinheiro seja importante, sim. Necessitamos dele para poder dar um giro, crescer e acrescentar produção à nossa propriedade" afirma.

Completamente estabelecida e com treinamento e disciplina, ela já sabe quais serão os próximos passos.

"Nosso plano para o futuro é investir na produção leiteira, adquirir mais áreas de terra, mais animais para produzir leite e, assim, nos mantermos no campo mesmo".

Setor agropecuário

Praticamente 6 milhões de hectares do território de Santa Catarina são utilizados por produtores rurais. Dessa área, 90% é formada por pequenas propriedades, responsáveis por 70% de tudo o que é produzido no Estado. O setor emprega cerca de 240 mil pessoas.

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Fonte: G1 SC

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