12/02/2018 15:11

Pai, mãe e irmão: conheça a goleira da seleção que tem família inteira para se espelhar

Até 2016, ela jogava futsal. No ano passado, depois de poucos meses no campo, foi convocada para a seleção brasileira sub-17. Talento que está no DNA. Gabriela Kasper Barbieri começou na linha, mas foi parar de baixo das traves, seguindo os passos da mãe, do irmão e do pai, Cleiton Barbieri, que foi goleiro na base do Internacional nos anos 1990. A menina de Descanso (SC) hoje está a 140km de casa, jogando pela Chapecoense.

Nada incomum, Gabriela começou no futsal, dividindo a quadra com meninos, um deles, seu irmão mais velho, primeiro fruto da família de goleiros – a mãe disputa torneios regionais com amigas em um time criado por elas em 1992. “Era em uma escolinha na minha cidade. Eu estava na linha, mas gostava de ver ele no gol. Ele me inspirou. Um dia, o treinador me colocou como goleira e aí já pedi para o meu pai comprar calça e luva. Mas meu pai e minha não queriam, diziam que não era fácil”, contou ao espnW.

A catarinense faz 15 anos em março. Aos 12, foi estudar em São Miguel, perto de onde mora, e lá, entrou para o futebol feminino. Em 2014, conquistou o título de campeã catarinense; dois anos depois, teve uma passagem por Criciúma. E então, há um ano, se mudou para Chapecó e para o futebol de campo pela primeira vez. E os primeiros capítulos de sua carreira estão sendo escritos rapidamente.

“Chorei bastante nos primeiros dias, mas quis continuar porque era meu sonho. Jogo nas equipes sub-15 e sub-17 da Chapecoense. Quase no meio do ano, fui convocada para a seleção sub-17. Não esperava que fosse ser chamada tão cedo. Meu técnico tinha pedidos uns documentos, mas não explicou para o que era. E do nada chegou na minha escola com a ficha de inscrição com o logo da CBF. Fiquei uma semana na Granja Comari, no Rio de Janeiro. Aprendi demais.”

A experiência foi curta. Por ironia do destino, Gabriela rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito e precisou deixar o grupo logo. Passou por cirurgia em agosto e está em fase final de recuperação – volta para Chapecó na semana que vem. Como o Sul-Americano sub 17 já é em março, a goleira tem como objetivo ser convocada novamente, para disputar o Mundial da categoria, em novembro, no Uruguai.

“Meus pais sempre falaram para eu não ser goleira. Agora, que eu e meu irmão moramos fora, se acostumaram e estão muito orgulhosos. Me deu parabéns quando fui convocada para a seleção brasileira e disse de novo que não é fácil, mas para eu mostrar o que eu sei, o que aprendi com ele e no clube. Ele tem me ajudado muito nessa fase de recuperação; me treina no campo de terça e quinta.”

Gabriela deve seguir mais um passo do pai no ano que vem: já está conversando com o Internacional para defender o clube colorado na próxima temporada – em julho, deve ir ao Rio Grande do Sul para ser avaliada. A goleira vai começar a cursar o Ensino Médio e quer fazer faculdade de fisioterapia, com especialização em esporte.

 

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Fonte: ESPN

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