12/01/2018 15:24

De mãe para filha: Um gesto de amor pela vida Com o objetivo de ajudar pessoas com câncer, a mãe Inês Lurdes Garcia de 51 anos, residente em Belmonte –SC, está doando o cabelo de sua filha, Ana Luiza Garcia, de 10 anos.

Com o objetivo de ajudar pessoas com câncer, a mãe Inês Lurdes Garcia de 51 anos, residente em Belmonte –SC, está doando o cabelo de sua filha, Ana Luiza Garcia, de 10 anos que possui a síndrome de Cornélia de Lange. A causa da síndrome não tem origem exata. A família ainda não encontrou alguém para realizar a doação.

Aos 20 dias de vida, Ana Clara teve diversas convulsões e Inês levou-a a unidades de saúde da região e não encontravam a causa desses sintomas. A mãe procurou ajuda de diversos profissionais até encontrar o diagnóstico através de um neurologista de Chapecó.

Inês conta que passou por situações difíceis, como a perda de familiares, e que a chegada de Ana Luiza veio para trazer força nestes momentos.

Ana é totalmente dependente de Inês. Não fala, não anda e possui movimentos limitados.  Mesmo com todas as dificuldades encontradas, Inês não abre mão da vida que leva. “A Ana é tudo para mim, por ela eu me transformei em um ser humano melhor. Eu vivo por ela”  Ressalta.

Um dos motivos que levou a mãe a doar o cabelo de Ana Luiza, foi o câncer de mama que teve há cerca de três anos.  Ela conta que vivenciou diversas situações difíceis durante o tratamento e que nas viagens a Florianópolis, avistava crianças que perderam o cabelo devido a doença e achava a situação triste. Com o passar do tempo e o término do tratamento, Inês acabou ficando impossibilitada de doar seus próprios cabelos, e então veio a ideia de iniciar 2018 fazendo uma boa ação: doar os cabelos de Ana Clara.

Ana Clara não recebe nenhum tipo de auxílio, mesmo necessitando de cuidados especiais. O valor da medicação necessária para seu tratamento é alto, segundo a mãe. “Gastamos cerca de R$ 1 200,00 mensais com remédios para a Ana Clara, além de fraldas e dos cuidados na alimentação, que precisa ser adequada, saudável e muitas vezes suplementada. Fralda a gente ganha um pacote por mês, o resto precisamos comprar e não recebemos nenhum tipo de auxilio, pois foi cortado.”

Inês não faz um pedido específico. “Tudo o que for de bom coração nós aceitamos. Às vezes a ajuda nem é financeira, todo tipo de poio é bem vindo.” frisa.

A mensagem que Inês deixa é relacionada ao preconceito que já presenciou. “Eu gostaria que as pessoas pudessem ser mais humanas, deixassem o orgulho e o preconceito de lado. Enxergassem o lado bom de tudo o que existe. Não é porque alguém é especial ou diferente de nós que temos que agir com ignorância. O amor é a resposta para tudo.”

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Fonte: Rádio Progresso

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