07/10/2017 17:52 (atualizado em 07/10/2017 22:18)

Justiça condena médico e hospital do Extremo-Oeste a pagamento de R$ 100 mil por negligência em parto Pais de bebê, que morreu em decorrência de complicações durante o parto, irão receber indenização por danos morais

A 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de SC manteve decisão que condenou um hospital do Extremo-Oeste e um médico obstetra ao pagamento de indenização aos pais de bebê que morreu em decorrência de complicações durante o parto. Os réus não tiveram o nome divulgado.

O casal deve receber R$ 100 mil por danos morais. A mãe permaneceu em trabalho de parto por dois dias. Quando foi encaminhada à sala de parto, o filho nasceu com apneia e parada respiratória, e morreu cerca de uma semana depois.

Segundo os autos, a mulher, assim que soube da gravidez, procurou o posto de saúde, onde realizou consultas de pré-natal durante todo o período gestacional com o médico. Em nenhum momento ela teria sido informada sobre qualquer situação de risco. No dia em que deu entrada na unidade de saúde, já em trabalho de parto, foi atendida pelo mesmo médico que a acompanhou em sua gestação. Segundo o boletim médico, a gestante foi admitida com dor lombar, discreta perda de líquidos e contrações fortes e espaçadas.

A alegação do profissional de que a causa da morte seria o cordão umbilical envolto ao pescoço do recém-nascido não convenceu o desembargador Francisco Oliveira Neto, relator da matéria. O magistrado reforça que, segundo o conjunto probatório dos autos, o bebê já estaria pronto para nascer quando a mãe deu entrada no hospital. "Ora, diante de tudo o que foi descrito, não há dúvidas que houve negligência médica por parte do réu, caracterizada pelo prolongamento injustificado do parto", anotou o relator.

Para ele, a inércia do médico fez com que o filho do casal passasse por sofrimento fetal, com aspiração de grande quantidade de mecônio, que resultou em seu óbito exatamente por anoxia neonatal, que é a ausência de oxigênio nas células do recém-nascido. A decisão foi unânime.

Veja fotos da matéria

Fonte: Rádio Progresso

Mais notícias