15/04/2019 13:55

Santa Catarina busca apoio federal para melhorias na Rota do Milho . As melhorias para os serviços prestados na aduana de Dionísio Cerqueira, porta de entrada do milho vindo do Paraguai, foi um dos assuntos tratados na sexta-feira (12).

Foto de arquivo: Julio Cavalheiro / Secom

Foto: Elisabety Borghelotti / GVG

Para dar ainda mais agilidade à Rota do Milho, trajeto que vai diminuir os custos logísticos para a importação do grão e abastecimento das agroindústrias no Estado, o governo catarinense busca apoio federal. As melhorias para os serviços prestados na aduana de Dionísio Cerqueira, porta de entrada do milho vindo do Paraguai, foi um dos assuntos tratados na sexta-feira (12), pela vice-governadora Daniela Reinehr e o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa, durante audiência com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e com o secretário executivo do Ministério da Economia, Marcelo Pacheco dos Guaranys, em Brasília.

Rota do Milho

Os catarinenses apresentaram à ministra da Agricultura e ao secretário executivo do Ministério da Economia uma proposta para garantir a inspeção sanitária na entrada dos produtos no Brasil e também para agilizar o atendimento na Aduana de Cargas Integradas de Dionísio Cerqueira. Segundo o secretário Ricardo de Gouvêa, os investimentos em logística para melhorar o transporte de milho são fundamentais para manter a competitividade do agronegócio catarinense.

Santa Catarina produz em média três milhões de toneladas de milho por ano e utiliza sete milhões na alimentação de suínos e aves – o consumo diário gira em torno de 18 mil toneladas. Com a implantação da Rota do Milho, o Estado poderá ser abastecido pelo Paraguai, com os caminhões passando pela Argentina e chegando a Santa Catarina pela aduana de Dionísio Cerqueira. O percurso do grão pelo modal rodoviário do Centro-Oeste até Santa Catarina deverá reduzir de aproximadamente dois mil quilômetros para 350 quilômetros.

Sanidade Animal

Durante a passagem por Brasília, a vice-governadora Daniela Reinehr e o secretário Ricardo de Gouvêa defenderam a posição do Estado na execução do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA). Os catarinenses se manterão como uma zona separada na execução do Programa.

O Programa de Erradicação da Febre Aftosa está em andamento e prevê que a vacinação contra a doença seja suspensa gradativamente no Brasil, até que em 2023 o país seja reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como livre de febre aftosa sem vacinação. Mesmo status conquistado por Santa Catarina em 2007.

Para efeito de discussão técnica, Santa Catarina faz parte do bloco V - junto com Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Porém, como Santa Catarina já tem o reconhecimento da OIE, a decisão do Governo do Estado, da iniciativa privada e dos produtores é de que o Estado mantenha uma certificação independente do restante do país. Isso garante que, por exemplo, em caso de ocorrência de febre aftosa em outra unidade federativa, a certificação internacional catarinense não seja afetada.

Investimento e pesca

A agenda catarinense no Ministério da Agricultura contemplou ainda questões ligadas ao setor pesqueiro. Em especial, o convênio que será firmado entre a Secretaria Nacional da Aquicultura e Pesca e a Secretaria da Agricultura de Santa Catarina para a inspeção dos barcos de pesca industrial. A intenção é retomar as exportações de pescado para a União Europeia.

Foram abordados ainda temas como a permissão para o cultivo comercial da macroalga Kappaphycus alvarezzi no Litoral de Santa Catarina como alternativa econômica para os maricultores; o monitoramento ambiental da maricultura; a regularização das carteiras de pescadores e licenças de pesca e as normas do programa de controle sanitário de moluscos.

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Fonte: Secom

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