09/02/2019 09:01

Ministro do STJ nega prisão domiciliar a João de Deus, preso suspeito de abusos sexuais Órgão havia solicitado dados relacionados à saúde do preso antes de tomar decisão. Médium está preso há quase dois meses e sempre negou os crimes.

O ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de liminar da defesa de João de Deus para que ele seja transferido a prisão domiciliar. A decisão foi dada nesta sexta-feira (8). O médium responde a denúncias de abuso sexual de mulheres que o procuraram para tratamento espiritual. Ele está preso desde 16 de dezembro de 2018 e sempre negou os crimes.

Advogado do médium, Alberto Toron disse que a defesa vai "aguardar o julgamento do mérito", que ainda não tem data para ocorrer.

Os advogados dele alegaram, no pedido, que o preso é idoso, portador de doença vascular grave e que já passou mal na prisão. Em outras ocasiões, os defensores também argumentaram que não haveria perda para a sociedade em manter João de Deus em casa.

O STJ havia pedido informações sobre a situação de saúde do preso para então tomar a decisão. A Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que enviou o laudo à Justiça também nesta sexta-feira.

Conforme andamento do processo, mesmo com as informações sobre a saúde do preso e tendo negado o pedido da defesa, o ministro decidiu esperar a chegada de “outros esclarecimentos” para então enviar o documento de volta ao Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) para emissão de novo parecer. A publicação da decisão de Nefi Cordeiro está prevista para terça-feira (12).

De acordo com informações do STJ, o ministro se baseou em fatos que antecederam a prisão do médium e o decreto de prisão dele.

Ao justificar a negativa à prisão domiciliar, o magistrado levou em consideração a movimentação financeira registrada antes do médium ser detido e relatos de ameaças a uma das vítimas.

João de Deus está preso no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

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Fonte: G1

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