07/12/2018 08:09

Pacientes faltam em uma a cada cinco consultas em SC

Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

De cinco consultas e exames agendados na rede pública em Santa Catarina, um procedimento não é realizado porque o paciente falta. Esse é o resultado, em média, das sete cidades que são polos regionais e nos hospitais sob responsabilidade do Estado. Além de impactos financeiros, com profissionais e equipamentos ociosos, o índice de absenteísmo (ausência não justificada aos compromissos), que fica em torno de 22%, implica em mais tempo de espera na fila para os usuários do SUS.

— A grande preocupação que o Estado tem em relação a faltas é que esse paciente acaba voltando para a fila de espera. Cerca de 30% dos que faltaram, fizeram por motivos injustificáveis — afirma Karin Geller, superintendente de Serviços Especializados e Regulação da Secretaria de Saúde de SC, que acrescenta que o ideal seria chegar ao patamar de 10% de faltas.

Nos 120 hospitais, ligados às centrais de regulação do Estado, mais de 52,7 mil pacientes deixaram de comparecer em consultas, cirurgias e exames entre janeiro e outubro deste ano. A falta de quase um terço dos pacientes (32,8%) prejudica o andamento da fila, uma vez que o horário não pode ser preenchido por pessoas que não estão cadastradas no Sistema de Regulação (Sisreg). Karin afirma que o prejuízo do não comparecimento, só no primeiro semestre deste ano, foi de R$ 1,5 milhão:

— O paciente até pode decidir não ir, mas que avise na unidade com até 48 horas de antecedência para que a gente passe aquela vaga para outra pessoa. Precisamos criar consciência coletiva na população, porque embora ele não pague, porque é SUS, alguém está pagando aquele atendimento via impostos. Em Florianópolis, entre as consultas com especialistas e odontológicas, o absenteísmo foi de 33,5% nos primeiros 10 meses deste ano.

A gerente de Regulação da Secretaria de Saúde da Capital, Talita Rosinski, diz que a dificuldade começa na hora de avisar o usuário que a consulta foi agendada, já que muitas vezes o telefone está desatualizado. Então, o protocolo é fazer três tentativas em horários diferentes e, em alguns casos, o agente comunitário de saúde vai na casa do paciente para avisar da marcação:

— Dos que a gente consegue avisar, quase 60% não retiram a autorização do atendimento nas unidades de saúde. A gente tem perda do atendimento e é o acesso de todos que fica prejudicado.

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Fonte: Diário Catarinense

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