05/10/2018 08:13

Familiares da tragédia da Chape encaminham ações contra Bolívia e Colômbia Os familiares entendem que os dois países também são responsáveis pelo acidente com o avião que transportava a delegação da Chapecoense, ocorrido no dia 29 de novembro de 2016, que vitimou 71 pessoas.

Voo da Chapecoense saiu da Bolívia sem reserva suficiente para chegar na Colômbia. (Foto: Reprodução/Divulgação)

A presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Acidente da Chapecoense, Fabienne Belle, e a vice-presidente, Mara Paiva, estão na Bolívia, acompanhadas de advogados, buscando esclarecimentos para ingressarem com uma ação coletiva contra o governo boliviano e também da Colômbia.

Os familiares entendem que os dois países também são responsáveis pelo acidente com o avião que transportava a delegação da Chapecoense, ocorrido no dia 29 de novembro de 2016, que vitimou 71 pessoas, entre eles o fisiologista Cezinha, marido de Fabienne, e o ex-jogador e comentarista Mário Sérgio, marido de Mara.

No entendimento dos familiares houve negligência de fiscalização, já que a aeronave da Lamia, contratada pela Chapecoense, saiu com combustível no limite para o trajeto de Santa Cruz (Bolívia) até Rionegro (Colômbia), sem reserva para algum imprevisto, como apontou o relatório da Aeronáutica da Colômbia. Em Rionegro o piloto da aeronave não esclareceu que estava sem combustível e não teve prioridade de pouso, o que poderia ter salvo a delegação. Apenas seis pessoas sobreviveram.

As ações precisam ser impetradas até a data do acidente, que completa dois anos.

Onze famílias de Chapecó, representadas por advogados de Florianópolis, já entraram com ações contra os dois governos. E também estudam assinar um acordo com as seguradoras.

No ano passado as seguradoras já haviam oferecido US$ 200 mil por família, para retirar as ações contra elas. Agora, de acordo uma pessoa ligada a esse grupo de 11 famílias, a tendência é de que algumas famílias aceitem o valor de US$ 225 mil, pois a ação pode demorar muitos anos. No entanto seriam retiradas as ações contra as seguradoras e não contra os governos.

Até agora algumas famílias não receberam nenhuma indenização, a não ser auxílios de amistosos e outras ações de apoio.

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Fonte: Diário Catarinense

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